12 de julho de 2007

remember, remember, the 4th of...june.



Em 4 de junho de 1989 na praça Tiananmen, em Pequim, um jovem se colocou no caminho dos tanques do exército, que vinham para reprimir o movimento dele e de outros de 100 mil estudantes que prostestavam contra a corrupção no governo chinês. [este é o endereço do vídeo no youtube http://www.youtube.com/watch?v=9klv9q19rTY]



É uma imagem impressionante. Não só pela coragem do jovem, mas pela lição que transmite. Uma pessoa pode, sim, fazer a diferença.


18 anos depois - mesmo que em menor escala - uma mulher dá um exemplo de integridade. A jornalista Mika Brzezinski se recusou a noticiar os últimos feitos da herdeira Paris Hilton. [http://www.youtube.com/watch?v=6VdNcCcweL0]. Seus parceiros de programa, machistas e claramente com medo de perder seus empregos, tentam convencê-la do contrário e ridicularizam o zêlo de Mika pelo verdadeiro jornalismo.
Como é bom e ao mesmo tempo aterrorizante que alguém tenha de nos lembrar que jornalismo não é fofoca.
Como é um alívio saber que há vida inteligente nos EUA.
Como deprime saber que é pouca e está em extinção.
Mika se colocou no caminho de um tanque.
O caminho da 'mainstream media' americana.
A FOX, CNN, AOL/TimeWarner, todos: notícias parecidas, apresentadores parecidas, informações mastigadas. Feitas para serem aceitar, impossibilitando a ação do 'see the big picture', de enxergar além do que está sendo mostrado. De conectar fatos à ações. Esse jornalismo sedativo.
Vale a pena destacar o sermão que Michael Moore dá em Wolf Blitzer, apresentador da CNN, ao vivo. [http://www.youtube.com/watch?v=6TR1SG8WDbU]. Enquanto eu assistia fiquei rindo sozinha de satisfação, ao ver que FINALMENTE alguém disse o que estava entalado na minha garganta. Michael pergunta a Wolf quando ele e a CNN iriam se desculpar ao povo americano por ter omitido a verdade sobre a Guerra do Iraque, e fazer uma retratação, reconhecendo a inexistência das famigeradas armas de destruição em massa do Saddam Hussein.
O meu recado é: way to go Mika, way to go Michael. E, óbvio, way to go rebelde desconhecido de 1989.

2 comentários:

Thiago Minnemann disse...

See the big picture. Taí, bom termo, gostei.

A vida toda deve ser vista como "big pícture" o que me lembra Nietzsche que disse que a filosofia é estar no alto de uma montanha, no clima frio e solitário, porém com uma visão mais privilegiada dos que estão "la embaixo".

great.

Unknown disse...

"Eles podem escutar ou não, porque eles são uma casa de rebeldes"

O jornalismo atual segue um padrão, mas nós é que acabamos padronizados.
Desculpe o clichê, mas está foto é a essência da frase: Uma imagem vale mais do que mil palavras.
Ia me esquecendo, as armas de destruição em massa existiam sim, se chamavam petróleo e, "pelo bem do mundo", agora são yankees.
Viva a geração Ronald McDonalds!


Desculpe a intromissão no blog, se bem-vinda, depois haverão mais rs.